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Dr. Jean Freire esteve ao lado de mais de 70 mil margaridas

Dr. Jean Freire esteve ao lado de mais de 70 mil margaridas

A Marcha das Margaridas de 2015, realizada nos dias 11 e 12 de agosto, em Brasília, contou com a presença do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff. E o deputado estadual Dr. Jean Freire participou das atividades desde o início. O movimento, que reuniu mais de 70 mil pessoas na caminhada rumo ao Congresso Nacional, marchou pelo desenvolvimento sustentável com democracia, justiça, autonomia, igualdade e liberdade.

 

Na noite da terça-feira (11), no Estádio Nacional Mané Garrincha em Brasília (DF), a abertura do evento foi ao ritmo dos vários gritos de mulheres do campo, da floresta e das águas, que mostraram que os ideais de Margarida Alves continuam vivos mesmo depois dos 32 anos de seu brutal assassinato.

 

“Seguiremos na construção de luta das mulheres. A Marcha é um referencial de mudança dos rumos, de conquista de politicas públicas para nosso país”, ressaltou a coordenadora geral da Marcha e secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Alessandra Lunas.

 

“De peito aberto, independente do governo que aí estiver, sempre diremos as políticas que esperamos. São muitas as conquistas. Se a gente listar, temos muito a comemorar. Como exemplo, cito o programa de documentação para a trabalhadora rural”, destacou Alessandra, fazendo referência ao fato da Marcha não ser um evento estático, mas um processo que segue continuamente.

 

Dr. Jean foi apresentado pela locutora do carro de som da Marcha das Margaridas e seguiu na caminhada até o encerramento, que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff: "Foi uma experiência muito rica. No Vale do Jequitinhonha posso acompanhar a luta destas mulheres trabalhadoras que sobrevivem no campo. É importante reconhecer sua força e apoiar sua luta. São todas vencedoras”.

 

Margaridas de Minas Gerais presentes na luta

 

De acordo a coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais (CEMTR), Alaíde Bagetto, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), por meio da Comissão Estadual das Trabalhadoras Rurais, mobilizou cerca de 3000 mulheres para marcar a participação em 2015.

 

Cerca de 20 ônibus saíram dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce rumo à Marcha em Brasília sob o lema “Margaridas seguem em Marcha por Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.

 

Marcha das Margaridas une o país em busca de direitos

“A Marcha é feita por companheiras que atravessam o Brasil para fazer história. Aqui está um povo que tem ocupado as ruas e vem construindo proposições para transformar realidades depois de tanto tempo de invisibilidade”, destacou a vice-presidente da CUT Nacional, Carmem Foro.

 

Representando o governo federal, o Ministro do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, aproveitou para reafirmar dois compromissos com as margaridas. “O primeiro, é a Luta pela Reforma Agrária, na qual temos como meta assentar até o final do Governo Dilma todas as trabalhadoras e trabalhadores rurais que vivem debaixo da lona. O 2º, é trabalhar por políticas que garantam vida digna e decente para as mulheres”, ressaltou.

 

A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, aproveitou para enaltecer duas mulheres que não se envergaram diante da luta, Margarida Alves e Dilma Rousseff. “São mulheres que não se calaram mesmo diante das pressões e desafios enfrentados por serem mulheres”, destacou.

 

Presidentes apoiam a luta das mulheres do campo

Presente na abertura, o ex-presidente Lula pontuou o processo democrático de reivindicação feito pelas margaridas, o citando como um exemplo de persistência a ser seguido. “Vocês aprenderam, depois de muitas Marchas, que é possível mudar a história desse país. Quanto mais a gente quer, mais a gente conquista. Democracia não é um ato de silêncio, mas é o povo da rua reivindicando seus direitos”, disse.

 

Lula ainda acrescentou a necessidade de comunicação com o povo: "É preciso sempre manter o diálogo com a base, assim quero afirmar: estou preparando para voltar a caminhar nesse país. Eu quero ver nossos adversários pensarem no país como nós queremos”.

 

A presidenta Dilma Rousseff, que participou do encerramento, afirmou que a união das mulheres é imprescindível para sua gestão: "Quero me somar a vocês nessa manifestação por justiça, igualdade, liberdade, democracia e não ao retrocesso", disse. "Vocês, mulheres, inspiram a mim, Presidente da República, e todo o meu governo", completou.

 

Assessoria de Comunicação

(Com informações da CONTAG e Correio Braziliense)

Fotos: Divulgação e Ricardo Stuckert/Instituto Lula

 

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