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Dr. Jean participa do Grito dos Excluídos ao lado de mais de 30 mil pessoas em BH

Dr. Jean participa do Grito dos Excluídos ao lado de mais de 30 mil pessoas em BH

O dia 7 de setembro, sempre foi considerado um dia de luta no Brasil. É um momento de celebrar a independência brasileira com todas as suas limitações e também exigir mais respeito, dignidade e liberdade ao nosso povo. Assim sendo, é um dia de luta. E para marcar este dia, desde 1995, é realizado em todo o Brasil, tradicionalmente no 7 de setembro, o Grito dos Excluídos, uma manifestação de caráter popular que este ano, com o tema “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!", atraiu milhares de pessoas no centro de Belo Horizonte. Este ano, o deputado Dr. Jean Freire se juntou aos manifestantes, que transformaram o ato em um grandioso protesto contra o governo ilegítimo de Michel Temer.

Para Dr. Jean, é um momento muito importante, pois ressalta o perfil lutador do povo brasileiro. “Este é um ato maravilhoso, que mostra toda a nossa força e disposição em lutar pelo que acreditamos, em lutar em defesa da nossa democracia, que foi golpeada pelo congresso, pelo judiciário e pela mídia”, afirmou.

Para Beatriz Cerqueira, presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), não houve deslocamento do Grito dos Excluídos. “Todos nós, povo brasileiro, classe trabalhadora, juventude, pobres e negros, estamos excluídos. Esse golpe excluiu as mulheres do poder e dos ministérios, excluiu a diversidade, excluiu a perspectiva de futuro. Portanto, é natural que os excluídos peçam a saída de Michel Temer”, disse.

Para Nilmário Miranda, ex-ministro dos Direitos Humanos e atual titular da Secretaria de Direitos Humanos do Estado de Minas Gerais, este é o maior de todos. "Michel Temer está mudando o projeto de país que foi escolhido nas urnas. E está estimulando esse movimento, pois as pessoas não vão aceitar esse golpe. Ano passado tiveram 500 pessoas no Grito dos Excluídos. Esse é o maior grito da história dos gritos", disse.


Tragédia de Mariana - Militantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) vieram de Rondônia para participar do ato em Belo Horizonte. Eles estão na capital mineira participando do 3º Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude.

Ainda na Praça Raul Soares, ponto de partida da manifestação, os rondonianos se sujaram de lama para lembrar a tragédia que ocorreu no município de Mariana (MG), em novembro do ano passado, quando uma barragem da mineradora Samarco se rompeu deixando 19 mortos e provocando danos ao meio ambiente. “Foi uma forma de repudiar a Samarco e manifestar solidariedade às famílias que estão se organizando na beira do Rio Doce para exigir seus direitos. A sociedade acordou para dizer que não aceitará nenhum direito a menos”, disse Miqueias Ribeiro.


Histórico - A proposta do Grito surgiu no Brasil no ano de 1994 e o 1º Grito dos Excluídos foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”, e responder aos desafios levantados na 2ª Semana Social Brasileira, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”. Em 1999 o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas.

Assessoria de comunicação com informações da EBC

Fotos: Lidyane Ponciano/CUT Minas 


 

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