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Dr. Jean visita Hospital do Ipsemg 

Dr. Jean visita Hospital do Ipsemg 

O Hospital Governador Israel Pinheiro, conhecido como Hospital do Ipsemg, em Belo Horizonte, enfrenta em 2016 um aumento de 30% na demanda do pronto-socorro e dificuldades financeiras. Os problemas foram verificados em visita realizada nesta terça-feira (31/5/16) pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Durante reunião do deputado Dr. Jean Freire (PT) e outro parlamentar com a diretora de Saúde do Ipsemg, Suzana Rates, ela atribuiu o aumento da demanda no pronto-socorro aos casos de dengue e doenças respiratórias. Para enfrentar o problema, ela afirma que o Ipsemg priorizou a reforma de um anexo do hospital, que estava desativado e deverá estar pronto até o final de junho.

Suzana afirmou ainda que, mesmo sem ampliar a estrutura, o Hospital conseguiu quase dobrar o número de internações entre 2013 e 2015, passando de 8.900 para 15 mil. Isso foi feito, segundo a direção, por meio de uma readequação de espaços e procedimentos. Foi inclusive criada uma nova ala para atendimento exclusivo a pacientes com suspeita de dengue.

Durante a visita, os deputados percorreram o Serviço Médico de Urgência (SMU) e os setores de Radiologia e Oncologia. Foram acompanhados por representantes de uma entidade representativa dos usuários, o Conselho de Mães, Mulheres e Avós, que procurou a Comissão de Saúde.

Ao contrário do relatado pelo Conselho, Suzana Rates negou que tenha ocorrido redução de leitos durante o atual governo. O número atual de leitos é de 396. Segundo ela, a redução que ocorreu, antes da atual gestão, foi decorrente da adequação do hospital a normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela também negou que algumas obras atualmente suspensas tenham sido pagas pelo governo. 

O deputado Dr. Jean Freire elogiou a atual gestão do Hospital do Ipsemg. “O hospital estava, há pouco mais de um ano, com as obras todas paralisadas. O que a direção passou é que já foram iniciadas algumas obras e se aumentou o número de internações. Vejo um esforço em fazer uma gestão mais enxuta”, avaliou. Ele acrescentou que diminuir o tempo de internação contribui para reduzir o perigo de infecções hospitalares e o custo das internações.

Problemas vêm de gestão anterior e estão sendo sanados

Suzana Rates admitiu que o setor de internação está desfalcado pelo fechamento de uma ala com 70 leitos, que precisa de reformas. “Quando assumimos a gestão, essa ala estava lacrada. Tão logo a gente consiga o reequilíbrio financeiro, a ideia é que voltemos a reformar essa ala”, afirmou a diretora. Ela disse que o déficit no início da atual gestão era de R$ 250 milhões, decorrente da transferência de recursos para o caixa único do Estado. “Em 2014, tudo foi para o caixa único. Hoje, toda a parte da contribuição dos servidores já vem para o Ipsemg”, afirmou Suzana Rates.

Outra queixa dos usuários é relativa aos seis elevadores do hospital. Em abril de 2016, segundo relatório do Conselho de Mães, Mulheres e Avós, apenas um dos elevadores estava funcionando. A diretora de Saúde admitiu que os elevadores estão em situação precária e não são suficientes para a demanda. A programação, segundo ela, é iniciar a modernização dos elevadores até o início de 2017. “A grande dificuldade é o fato do hospital ser na vertical. Mas a programação é reformar um a cada semestre”, relatou. 

A diretora negou, no entanto, que o Hospital do Ipsemg enfrente falta de materiais básicos, como novalgina, papel higiênico ou luvas, como relatado pelo conselho de usuários. 

Encaminhamentos
Foi aprovado requerimento durante a visita da Comissão para solicitar à Secretaria de Saúde a compra urgente de aparelhos radiológico e de ultrassom para a unidade. 

ALMG com edições da Assessoria de Comunicação do Mandato
Fotos: divulgação 

 

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