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Lula por Minas Gerais: as certezas do bem já feito e do que ainda virá

Lula por Minas Gerais: as certezas do bem já feito e do que ainda virá

 

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“No coração do jovem, no olhar da criança, já se vê a esperança de volta ao país”. O trecho do jingle já pode ser acrescido de outros atores: idosos, trabalhadores e trabalhadoras e todas as áreas e, sobretudo, por mulheres e homens menos favorecidos e que não se esquecem das melhorias em suas vidas entre 2003 e 2010.

Foram eles que cantaram emocionadamente o refrão “Olha o homem aí, olha ele aí”, em todas as 20 cidades pelas quais a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou nos 8 dias de andanças por Minas Gerais.

O sentimento de gratidão e esperança de novos tempos de evolução para o país dominou todo o percurso. Mas o que mais marcou foi a receptividade do povo do Vale do Jequitinhonha, que reflete diretamente os ganhos que a região mais pobre de Minas Gerais obteve em seus governos.

Lá, Lula foi parado em diversos momentos por aqueles que, por razões de tempo, não estavam na programação da caravana. “Esta foi a parte mais bonita. Traduz o amor que o povo tem por Lula. Por onde passa, fica o rastro da esperança”, resume o deputado estadual Dr. Jean Freire, que acompanhou-o em quase todos os momentos.

Ipatinga

A peregrinação do ex-presidente começou na segunda-feira, 23 de outubro, em Ipatinga. Foram dois momentos: o ato de recepção “Em Defesa da Soberania Nacional” e uma visita ao viveiro de mudas do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST).

Ipatinga fica na região do Vale do Aço, que é um dos exemplos que como os governos de Lula e Dilma incentivaram a economia, com grade impacto na indústria.

Em 2011, a principal cidade da região, Ipatinga, chegou a ter 38 mil postos de trabalho na indústria e em 2014 o setor era responsável por 3,6 bilhões de reais no PIB da cidade. Entre 2010 e 2013, o PIB por habitante cresceu de R$ 31 mil para R$ 36 mil, segundo dados do IBGE.

A Usiminas, que já foi uma empresa estatal – privatizada no governo de Fernando Henrique Cardoso – chegou a ter 17 mil empregados e hoje não chega a 7 mil postos de trabalho.

Hoje a cidade vive um momento de crise, com altas taxas de desemprego, e os trabalhadores locais traçam um paralelo com o período FHC, quando as empresas demitiram milhares de funcionários após as privatizações.

“Vivemos um apogeu da economia, uma época de quase pleno emprego na era do governo Lula e também no governo Dilma. O trabalhador tinha o seu salário, comprava a sua moto, seu carro, adquiria bens, melhorava a sua casa, viajava”, relembrou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), Antônio Marcos Martins.

Governador Valadares

Em terras do Vale do Rio Doce, na terça-feira, 24, Lula pôde ver de perto as mudanças profundas que os programas sociais implementados durante seu governo promoveram na qualidade de vida dos moradores. Em conversas visita à Bacia do Rio Doce, escolhida por ter sido uma das maiores vítimas ambientais da conhecida “tragédia de Mariana”, Lula soube das mais de 55 mil pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família.

Os dados apontam 508 famílias que, pela primeira vez, tiveram acesso à luz, resultado do programa Luz Para Todos. Na educação, o número de matrículas no ensino superior entre 2003 e 2014 passou de 7 mil para mais de 11 mil estudantes. Esse aumento se deve à inauguração de um novo campus universitário e um de instituto federal na região.

No entanto, entre todos os programas, o que mais mudou a vida dos valadarenses foi o Minha Casa, Minha Vida, que realizou o sonho de mais de 8 mil famílias de ter em casa própria. Ao todo, foram investidos R$ 981 milhões só em Governador Valadares no programa durante os governos do PT.

Teófilo Otoni

Na cidade do Vale do Mucuri, Lula visitou o campus da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), inaugurado em sua gestão, que consolidou Teófilo Otoni como polo universitário, uma das muitas transformações da cidade nos anos Lula.

Um grande fator das mudanças foram os programas de inclusão social, que retiraram a população da miséria e da pobreza. “Antes era comum ver pedintes e pessoas que viviam sem oportunidade pelas ruas, mas os programas sociais, como o Bolsa-Família e as políticas de assistência, melhoraram a vida desse povo”, afirmou o prefeito Daniel Sucupira.

Itaobim

O deputado estadual Dr. Jean Freire emocionou os itaobinhenses ao lembrar que Lula foi o único presidente que “levou o estudo” para o Vale do Jequitinhonha. “Antes, nós éramos apenas objeto de estudos”, lembrou.

Já o discurso de Lula teve um tom mais político e crítico aos retrocessos atuais do governo golpista Michel Temer. Ele voltou a criticar o esforço de Temer para permanecer no cargo e o alto custo para os cofres públicos dos acordos que acabou firmando para conseguir a rejeição da denúncia pela Câmara. “Já são quase R$ 30 bilhões que o Temer gastou com deputados pra ficar. Nós gastamos R$ 9 bilhões com a transposição do Rio São Francisco pra levar água pra milhões de nordestinos e acharam caro”, afirmou.

O ex-presidente observou que quando deixou o governo havia uma pressão para que disputasse um terceiro mandato. “Em nome da democracia deixei a Presidência da República. Eu tinha 87% de aprovação do governo, o Temer tem 97% do povo brasileiro contra a permanência dele na presidência. Ele só tem 3% de aprovação, que deve ser na casa dele”, declarou.

E aproveitou para voltar a criticar a Lava Jato. “E depois dizem que a Lava Jato quer acabar com a corrupção, dizem que a Lava Jato está moralizando esse país”, pontuou. “Nós agora estamos correndo o risco de perder tudo que a gente conquistou nos últimos 12 anos”, ressaltou Lula.

O ex-presidente afirmou que “dias melhores voltarão”. “Vamos ganhar em 2018 para poder continuar a melhorar esse país. Nosso querido Brasil já viveu dias melhores. Quando fui eleito em 2002, prometi que íamos melhorar a vida do trabalhador e do mais pobre. Criamos programas para melhorar a vida do povo”, disse.

Itinga

Lula foi a Itinga reencontrar uma promessa de 89, a ponte sobre o Rio Jequitinhonha. “Fiquei emocionado de encontrar o companheiro balseiro. Lembro do sonho dessa ponte”, disse. Itinga foi uma das primeiras cidades a receber Lula após a posse como presidente da República. “Tomei posse em 2003 e resolvi colocar os ministros em um avião e visitar as regiões que consideramos mais pobres no país”, relembrou Lula.

Durante a visita a Itinga nesta quarta-feira (25), o ex-presidente finalmente reencontrou o balseiro, de quem guardava a memória de um homem calejado pelo trabalho duro no comando da balsa. E ao questioná-lo sobre o que faltava em Itinga hoje em dia, o trabalhador agora aposentado respondeu: “você voltar a ser presidente”.

Araçuaí

De Itinga, a caravana passou em Araçuaí. Além do “Ato Cultural do Médio Jequitinhonha”, Lula visitou o campus do Instituto Federal Norte de Minas Gerais (IFNMG), inaugurado por ele.

Neste munício do Vale, há povoados atendidos pelo programa Mais Médicos que celebram as melhorias na saúde e ainda lembram dos primeiros médicos a chegar.

Até 2016, Araçuaí recebeu cinco médicos pelo programa Mais Médicos, beneficiando um total de 17 mil famílias. Além disso, o município recebeu três equipes de saúde bucal pelo programa Brasil Sorridente e 11 farmácias da rede Aqui Tem Farmácia Popular.

Sem a comitiva, Lula começou o dia visitando o túmulo de Dom Enzo, Crescenzo Rinaldi, sexto bispo da diocese de Araçuaí, falecido em 2011.

No IFNMG, Lula foi homenageado por ex-alunos, como o estudante de jornalismo Marco Túlio Jaques, que leu, emocionado, uma carta de agradecimento ao ex-presidente. “Na minha adolescência, era impossível me ver no sétimo período de jornalismo sem a oportunidade do ProUni e Fies”, relatou.

Depois de ouvir as homenagens, o ex-presidente comentou: “Só a fala desses estudantes aqui já prova que valeu a pena todo investimento feito neste Instituto Federal”.

Rubelita

Em Rubelita, Lula bebeu água de uma das milhões de cisternas que foram distribuídas pelos seus governos no Brasil inteiro, foi homenageado e presenteado pelo povo.

Salinas

Em Salinas, já na quinta-feira, 26 de outubro, Lula visitou outra unidade do IFNMG inaugurada por ele e criticou as dificuldades técnicas e financeiras que a educação tem enfrentado no Brasil após a entrada do governo ilegítimo de Michel Temer no poder.

No ato em praça pública, o ex-presidente afirmou que “enquanto o Partido dos Trabalhadores existir, vai brigar com unhas e dentes para que ninguém jogue a culpa da crise econômica desse País em cima do trabalhador”.

“Vocês sabem que durante os 12 anos que o PT governou, esse país melhorou, teve mais emprego, mais pequenos e médios negócios, mais investimento em Microempreendedor Individual, não tinha problema na aposentadoria, geramos 22 milhões de empregos, colocamos 30 bilhões de reais de crédito para pequeno e médio produtor rural, fizemos mais universidade, escola técnica, colocamos mais estudantes nas universidades e aumentamos o salário-mínimo”, recordou Lula, ao povo que o acompanhava na praça de Salinas.

Francisco Sá

A surpresa do dia foi a enorme recepção em Francisco Sá, cidade que não estava no cronograma e que Lula não conhecia. Após ouvir o ex-presidente, o povo da cidade terminou cantando a música "Amigos para siempre".

Lula voltou a criticar a proposta de reforma da Previdência e lembrou, mais uma vez, como o povo brasileiro melhorou de vida nos últimos 13 anos.

“Se querem resolver o problema da Previdência, parem de roubar o país e de jogar a culpa no trabalhador”.

Montes Claros

Durante o trajeto Montes Claros, foi feita parada na Aldeia Apukaré, onde o ex-presidente recebeu uma benção e acompanhou uma dança do povo local.

O quinto dia de caravana foi marcado pelo aniversário do ex-presidente. Foi também o único dia do cronograma sem nenhuma viagem de ônibus.

O ato na Praça Pio XII foi marcado para as 19h30 e foi um dos mais animados da caravana até agora. Durante sua fala, Lula disse que José Alencar, que morava na cidade, "foi o melhor vice do mundo".

E ouviu dos participantes que a realidade de agricultores e agricultoras familiares de Minas Gerais mudou após seu governo. “As políticas de desenvolvimento e de apoio à agricultura familiar implantadas pelo PT fizeram toda a diferença”, citou Dr. Jean Freire ao lembrar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), resultado do governo Lula.

Lula escolheu Montes Claros para passar seu aniversário e os montes-clarenses souberam retribuir.

Bocaiúva

O Ato em Defesa da Agricultura Familiar reuniu milhares de pessoas no sábado, dia 28, em Bocaiúva. Além do já citado PAA, foram lembrados outros bons legados da era Lula, como o Programa de Crédito para Pequenos Produtores (Pronaf) e o Programa Nacional de Alimentação Escola (PNAE)

Diamantina

“O mundo que eu quero construir é o mundo que as pessoas terão igualdade de oportunidades. O dinheiro para a escola é investimento e é a única coisa que pode garantir o futuro do Brasil”, disse Lula no ato pela Educação, realizado no sábado à noite, em Diamantina.

A ascensão incomoda. Nós vamos incomodar mais porque a gente quer que o pobre cresça mais, tenha mais estudante nas universidades, nos IFET, fazendo Ciência Sem Fronteiras. A gente não tem vergonha de ser pedreiro, borracheiro, mas nós não podemos aceitar a ideia que a inteligência está ligada à origem social”, afirmou Lula.

Em um ato em pela educação pública de qualidade, da ampliação do acesso ao ensino superior, Lula foi homenageado por diversos estudantes da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri.

Cordisburgo

Terra do escritor Guimarães Rosa, a pequena cidade de Cordisburgo, a 130 quilômetros de Belo Horizonte, recebeu a visita de Lula. Ele esteve no museu Casa Guimarães Rosa, que recebeu um importante apoio do governo federal no ano de 2010, por meio de um edital da Petrobras e da Lei Rouanet.

Para o coordenador do museu de Guimarães Rosa, Ronaldo Alves de Oliveira, as políticas públicas de Cultura implementadas durante o governo Lula, especialmente quando Gilberto Gil era Ministro, ajudaram a alavancar e valorizar os museus.

Belo Horizonte

Oito dias de estrada. 21 cidades percorridas. Muita esperança por todo o caminho.

A caravana por Minas Gerais mostrou, assim como a viagem do ex-presidente ao Nordeste, que não dá para calar o Brasil e nem esconder o amor do povo por Lula.

O ato final da caravana em Belo Horizonte lotou a Praça da Estação e contou com homenagens de bordadeiras e diversas apresentações culturais. A ex-presidenta Dilma Rousseff e o governador mineiro, Fernando Pimentel, marcaram presença.

Ao se despedir do povo, Lula pediu que os brasileiros andem de cabeça erguida. “Toda vez que vocês tiverem dúvida, lembrem-se que nesse país tem um cidadão que nasceu em Garanhuns, comeu pão pela primeira vez aos oito anos e aprendeu a andar de cabeça erguida. Vamos andar de cabeça erguida. Tenham certeza de uma coisa: eu aprendi a não desistir. É nessa força que nós vamos trazer de volta a democracia desse país”.

 

Assessoria de Comunicação (com informações da Agência PT)

Fotos: divulgação e Ricardo Stuckert

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