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Mesmo com eles, lutaremos com o nós: manifesto contra a condenação ilegítima de Lula

Mesmo com eles, lutaremos com o nós: manifesto contra a condenação ilegítima de Lula

Hoje, como no início de 2014, presenciamos mais uma fase do golpe. Se antes as derrotas de Lula nas urnas foram acalmadas com a excelente gestão que fez à frente do País, e que teve continuidade com Dilma, o que acalmará nossos corações após o golpe impetrado contra a ex-presidente e, agora, com as incansáveis tentativas de se impedir que Lula volte ao poder?

O suposto julgamento do ex-presidente, ocorrido hoje em Porto Alegre, é mais um duro ataque à luta do PT, que busca a diminuição das nossas históricas mazelas sociais. Dizemos suposto porque, à luz dos jurídicos de renome deste país e de tantos outros cantos do mundo, não foi um julgamento condizente aos preceitos do Direito. Foi, sim, uma apreciação política e, pasmem, baseada em delações que serviram de benesses para aqueles que as fizeram. O que vemos, infelizmente, é o judiciário como uma tropa de choque a favor da corrupção verdadeira, do desmonte do país e contra a seriedade no sistema judicial brasileiro.

O juiz Sérgio Moro, ao proferir a sentença, hoje analisada pelo Tribunal Federal em Porto Alegre, condenou Lula a 9 anos de prisão baseado apenas em “ato de ofício indeterminado” ou seja, por algo que diz “desconhecer, inexistir". Mas os desembargadores do TRF-4 e o Partido da Imprensa Golpista (PIG) brasileiro, não precisavam de mais nada para tentar tirar de campo o homem que desponta em todas as perspectivas eleitorais.

Numa sincronia assustadora de interesses, uma emissora de TV e Rádio antecipou a condenação de Lula, televisionando “condenação por unanimidade”, mesmo antes do interminável primeiro voto ser proferido. Mas o mundo anda vendo isso também. O The New York Times, em matéria publicada no último dia 23, defende o presidente, concluindo que “(...) o Brasil se reconstituirá como uma forma de democracia eleitoral muito mais limitada, em que um judiciário politizado pode impedir que um líder político popular se candidate a presidente. Isso seria uma calamidade para os brasileiros, a América Latina e o mundo.”

Assim, instituições que deveriam reger o país, perdem credibilidade e se resumem apenas à “eles”. Empresários, políticos e justiceiros do neoliberalismo. Mas, “eles” não contam com aquilo que move o Brasil. Nós. Coletivo e unificado na luta pelo real estado democrático. Justamente aquele espaço em que é possível coexistir com nossas diferenças, sem que elas se tornem desigualdades.

Dizendo, então, como nós, é preciso entendermos que não se trata mais de triplex, sítios ou propinas. Quando não há provas e a acusação infundada mantém o seu curso, estamos falando de GOLPE. Golpe contra um projeto político social e econômico. Contra Nós. Com o tempo, perceberemos, assim, que não é mais o Lula, como não foi apenas a Dilma ou o Partido dos Trabalhadores. O foco é o povo. Esse vórtice de luta e resistência capaz de transformar um país! E por isso, amedronta!

Como disse nossa presidenta, Dilma Rousseff, ontem em Porto Alegre, “Lula é inocente, por isso nós não temos plano B. Ter plano B quando se trata de um inocente é covardia e se tem uma coisa que nós não somos é covarde.” Em momentos em que a democracia está sob ataque, a forma mais eficiente de combate é a unificação do povo. Palavra e sentido que não existem nas falas burocráticas de juristas burgueses como os que hoje condenaram Lula.

Como povo, nossa força não diminui. É somada, multiplicada! Seremos cada vez mais milhões de Lula espalhados pelo país e lutando pela retomada da nossa democracia. É com esse sentimento de luta, coletividade, dos vários “nós” que existem nesse Brasil é que seguimos. Lula é como o rio que corre para o mar. Um mar de gente batalhadora, lutadores e lutadoras do nosso país. Não serão capazes de pará-lo. Nós não permitiremos e, com ele, seremos presidentes em 2018!

 

 

 

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