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Presidente da Copanor anuncia obras prioritárias para 2017

Presidente da Copanor anuncia obras prioritárias para 2017


Prefeitos e vereadores dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri cobraram melhorias nos serviços da estatal


O deputado estadual Dr. Jean Freire participou da audiência pública da Comissão de Saúde da ALMG ontem (19), na qual prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias e sindicais cobraram melhorias nos serviços da Copanor nos Vale do Jequitinhonha e Mucuri. As lideranças políticas registraram que as comunidades mais pobres e de mais dificuldades de acesso têm sido penalizadas com a falta de água tratada e ausência de esgotamento sanitário, acarretando muitos impactos negativos na saúde da população. Foram pedidas providências urgentes à Copanor, empresa pública subsidiária da Copasa, criada pelo Governo de Minas em 2007 para atender pequenas comunidades das regiões Norte e Nordeste do Estado.


Durante a reunião, alguns convidados, como o prefeito eleito de Itamarandiba, Luiz Fernando Alves, defenderam a união de todos os municípios e comunidades da região com o objetivo de pressionar o governo a apresentar soluções rápidas. Luiz Fernando chegou a manifestar a disposição de recorrer à Justiça caso o governo não atenda às necessidades da população. E ameaçou pedir revisão do contrato do município com a empresa, que data de 2008.


A prefeita de Aricanduva, Maria Arlete dos Santos Azevedo, referiu-se ao Rio São Lourenço afirmando que “há 20 anos recebe todo o esgoto da cidade, prejudicando as comunidades ribeirinhas”. E reivindicou urgência na conclusão da Unidade de Tratamento de Esgoto. Estiveram presentes representantes de Aricanduva, Capelinha, Itaobim, Itamarandiba, Novo Oriente de Minas e Santa Cruz de Salinas.


O deputado estadual Dr. Jean Freire afirmou que a Copanor foi criada para atender os serviços de água e esgoto nos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e norte de Minas. Porém, desde sua fundação, o governo anterior não se preocupou em estruturar a autarquia, em verdadeiro desprezo pela população da região. “Tenho trazido em todas as semanas demandas das pequenas comunidades do Jequitinhonha e Mucuri que querem e têm direito de acesso à água e esgoto tratados. Sou testemunha do empenho da diretoria e dos servidores da Copanor em procurar atender a estas reivindicações, principalmente do  presidente Alonso Reis da Silva. O governo Pimentel está estruturando a Copanor para bem servir   às nossas comunidades”, frisou  o parlamentar. 


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Alonso expôs as dificuldades enfrentadas pela empresa. Segundo afirmou, têm sido muito grandes os desafios a serem superados, desde carência de recursos para implantação e finalização de projetos e programas a dificuldades de logística, uma vez que alguns distritos e povoados distam até 300 quilômetros da sede.


Atualmente, disse, a Copanor atende a uma população de 300 mil pessoas, das quais 120 mil são beneficiadas pelo serviço de esgotamento sanitário. O projeto inicial da empresa é atingir 488 localidades, em 92 municípios. Destes, 83 têm contrato com a Copanor. Hoje, apenas 238 (48,8% do total da região) contam com abastecimento de água tratada. Quanto ao tratamento de esgoto, os números são bem menores: apenas 74 (15,2% do total). Esses dados correspondem à execução da primeira etapa do programa de atendimento da região dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, abrangendo 89 mil quilômetros quadrados, “uma área maior do que o Estado do Rio de Janeiro e de alguns países da Europa”, frisou o presidente da Copanor.


O gestor ressaltou que a prioridade, no momento, é o abastecimento de água. E disse que em dezenas de casos, as obras não foram adiante devido a problemas na desapropriação de terrenos e licença ambiental.


O presidente da Copanor anunciou o aumento de capital de R$ 1.000,00, desde a fundação, para R$ 40 milhões, em junho de 2016, e aumentado para R$ 80 milhões neste mês de outubro, permitindo que fosse paga uma dívida de R$ 22 milhões com a própria COPASA e de muitos fornecedores. O capital da empresa foi integralizado em R$ 80 milhões, obtendo um equilíbrio financeiro, pois a receita sempre foi menor do que a arrecadação. Ele afirmou que, com o Termo de Cooperação Técnica entre Copasa e Copanor, houve quitação de R$ 22,25 milhões de dívidas, acumulada durante 9 anos.


A Copanor dispõe, hoje, de R$ 8,5 milhões em caixa para substituir equipamentos e fazer reparos em muitos serviços de abastecimento de água e esgoto que necessitam de poucas intervenções para resolver problemas de anos. 


Alonso Reis anunciou que 14 obras já estão priorizadas para serem executadas no ano de 2017, com um total de R$ 14,5 milhões a serem gastos. Estas obras estão localizadas em 11 municípios. 


ALMG com acréscimos da Assessoria de Comunicação do mandato 
Foto: Raíla Melo/ALMG

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