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Projeto lança registro de comunidades quilombolas do Vale Jequitinhonha 

Projeto lança registro de comunidades quilombolas do Vale Jequitinhonha 

 

O deputado Dr. Jean Freire fez questão de participar da cerimônia. Ele é constante incentivador de políticas públicas de especial atenção a estas comunidades que, para ele, “há anos ficaram ficaram invisíveis na sociedade”

“Parabenizo a equipe do projeto pelo belo registro. E, sobretudo, por devolver ao povo quilombola o fruto do trabalho, por os empoderar como merecem”. Desta maneira, o deputado estadual Dr. Jean Freire, nascido no Vale do Jequitinhonha, enalteceu o projeto "Quilombos do Vale do Jequitinhonha: Música e Memória" durante o lançamento na manhã desta terça-feira, 16, no auditório da Cemig, em Belo Horizonte. 

O projeto "Quilombos do Vale do Jequitinhonha: Música e Memória" teve início em janeiro de 2014, envolvendo 59 comunidades quilombolas de quatro municípios: Berilo, Chapada do Norte, Minas Novas e Virgem da Lapa e cerca de 1.200 quilombolas, que participaram cantando, dançando e rememorando suas histórias e a de seus antepassados. Nos quatro municípios pesquisados, a equipe participou de festas, encontros, apresentações marcadas especialmente para esses registros. Foram captadas cerca de 150 horas em vídeo, entrevistas e manifestações culturais, além de um grande acervo fotográfico. Todo o material está disponível gratuitamente pelo site www.quilombosdojequitinhonha.com.br

O livro, os 30 vídeos de curta duração e o portal com todo o material documentado é um resgate da história e cultura ancestral dos quilombolas da região. “É preciso, antes de realizar críticas absurdas como o deputado Jair Bolsonaro fez, conhecer ao certo o processo que levou essas pessoas a viverem nestas comunidades. Aí verão que vivem em um verdadeiro afeto familiar, com respeito às tradições, coisa que lhes foi negada na época da escravidão, quando pais e filhos eram separados à força”, enfatizou o coordenador-geral do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Palmares, Vanderlei Lourenço Francisco. A ele, foi entregue pelas mãos de representantes quilombolas, reivindicações das comunidades de Chapada do Norte. 

 

Certificações 

O evento também marcou a entrega de certificados, pela Fundação Palmares, às comunidades remanescentes de quilombos Córrego da Tolda e Água Suja, de Chapada do Norte, Barra do Ribeirão e Sanim, de Berilo, Vendinha, Galego e Córrego dos Macacos, de Capelinha e Veredinha. 

Representou as comunidades a integrante da Comissão das Comunidades Quilombolas do Vale do Jequitinhonha (Coquivale), Maria do Rosário. Além dela, estiveram presentes à cerimônia integrantes da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais – N’Golo e moradoras das comunidades certificadas. Participou da cerimônia, também, o vice-prefeito de Minas Novas, José Felipe Mota Coelho.


Patrimônio

A determinação de manter intactas as tradições da festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos por 192 anos rendeu ao município de Chapada do Norte uma honra imensurável: o registro como Patrimônio Imaterial e Cultural do Estado, concedido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).

Presente ao encontro, a Superintendente do Instituto do Patimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas Gerais, Célia Maria Corsino, afirmou que o órgão “deve ao Vale do Jequitinhonha trabalhos de preservação de seu patrimônio cultural imaterial e material”. A gestora citou como exemplo as igrejas tombadas que foram demolidas e acervos de arte sacra a serem restaurados pelo Instituto. 

 

Assessoria de Comunicação
Fotos: divulgação 

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