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Vale do Mucuri: mandato presente em importante debate sobre a privatização da Cemig 

Vale do Mucuri: mandato presente em importante debate sobre a privatização da Cemig 

O assessor especial para a região do Vale do Mucuri, Leodônio Martins, representou o deputado em audiência pública na Câmara de Teófilo Otoni, promovida no dia 5 de setembro pelo mandato da vereadora Tina do PT. Na pauta, o debate sobre a proposta do governo golpista de Michel Temer de privatizar as hidrelétricas de Jaguara, São Simões, Miranda e Volta Grande, sob concessão da Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig).

Essas quatro hidrelétricas representam 47% do parque produtivo de energia de Minas. Diversas ações foram programadas para tentar barrar a privatização: pressão popular por meio de abaixo-assinados e manifestações públicas; ação jurídica proposta pela Frente Mineira em Defesa da Cemig e negociação com a estatal para que compre as usinas com empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

O diretor do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro), Fábio Ferreira Costa, fez uma abordagem destacando os impactos econômicos e sociais da privatização. Isto porque a Cemig não só é a maior empresa estatal de Minas, como é a maior empresa de Minas, a maior empresa estatal de geração e distribuição de energia do Brasil e da América Latina, a empresa que mais gera emprego no estado e a com maior arrecadação tributária e de distribuição de dividendos. Outro aspecto importante no custo social das privatizações é o impacto nas contas de energia, que poderão dobrar de preço, com tarifa chegando ao custo médio de R$ 143,00.

Guilherme, do MAB, fez apresentação do projeto do capitalismo para superação da crise mundial em que vive, que é o que Temer quer fazer, ou seja, privatizar todo o complexo energético do Brasil do sistema Eletrobrás. O que propõe: aumentar a exploração dos trabalhadores com a reforma trabalhista; negar direitos, dentre eles o previdenciário; privatizar; avançar na apropriação e exploração dos bens naturais (petróleo, água, minério, florestas, terras); controle das instituições do Estado; controle tecnológico; controle ideológico (capacidade de convencimento do povo).

Como propostas, foram sugeridas a constituição de uma comissão local para acompanhar e fazer enfrentamento contra a privatização; a elaboração de requerimento a ser enviado ao governo federal solicitando dados técnicos do porquê privatizar as usinas; a colocação de bancas, em vários pontos da cidade de Teófilo Otoni, de coletas de assinaturas do abaixo-assinado contra a privatização; intensificação dos atos (audiências, palestras, protestos, atos públicos) contra a privatização das hidrelétricas de Minas.

 

Assessoria de Comunicação

Fotos: divulgação 

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